Príncipes do Nada

“Príncipes do Nada” nasceu há sete anos na sequência de uma vontade partilhada entre mim, enquanto Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), e a RTP, estação de serviço público. O programa foi desenvolvido em parceria com o realizador Ricardo Freitas da produtora Até ao Fim do Mundo. Depois de ter sido acarinhado pelos directores Nuno Santos e José Fragoso, é agora sob a direcção de Hugo Andrade que chega à grelha do canal 1 a terceira série de 13 programas. Em cada episódio, mergulhamos em realidades dramáticas através de exemplos de esperança.

Quem são os Príncipes do Nada?

Quando criámos o conceito do nosso programa e andámos à procura de um nome, as palavras que nos apareciam tinham sempre a ver com a necessidade de, ao informarmos, querermos também fazer uma espécie de agradecimento a todas as pessoas que trabalham incansavelmente para construir um mundo mais justo.

São os voluntários, são os trabalhadores de ONG, associações, agentes da Cooperação Portuguesa, missionários religiosos, são todos aqueles (na maioria portugueses) que deixam a sua zona de conforto para se debruçarem na ajuda ao desenvolvimento (ou de emergência) em países cujas culturas são muito diferentes das suas.

Príncipes do Nada são também pessoas extraordinárias que, sem recursos, sem regalias e tantas vezes sem apoios dão a volta às adversidades da vida e através de uma força e persistência invulgares conseguem lutar pelas causas em que acreditam e fazem realmente a diferença nos seus países de origem.

Mas Príncipes do Nada podem também ser (como tantos espectadores já nos disseram) as meninas, os meninos, os/as jovens, as mulheres e os homens para quem todo o trabalho que divulgamos é dirigido.

Não se nasce pobre, está-se pobre. As desigualdades acontecem também por discriminação mesmo quando se desenham as políticas de intervenção. Por isso, Príncipes do Nada são também aqueles que conseguem colocar o seu apelo em voz alta, na ordem do dia, nas agendas nacionais e internacionais. Príncipes do Nada ajudam a reflectir, a mudar mentalidades, com uma preocupação central de promover a cidadania e os Direitos Humanos. Mesmo sem Nada pode ser-se TUDO, até príncipes e princesas.

Catarina Furtado
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