Série II

A 2ª Série do “Príncipes do Nada” volta a acompanhar o trabalho de várias organizações não-governamentais e voluntários em diferentes países de expressão portuguesa, na ajuda ao desenvolvimento em áreas como a saúde, a educação e o ambiente.

Esta série tem uma nova preocupação: através das histórias no terreno, explicar ao telespectador o que são os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM, resultado de uma Declaração assinada no ano 2000 por 189 Estados-membros das Nações Unidas) ao mesmo tempo que apresentamos o balanço da situação dos países mais pobres em relação às metas que deveriam atingir até 2015. O compromisso geral para a erradicação da pobreza extrema no mundo não está a ser cumprido ao mesmo ritmo pelos diferentes países.

Catarina Furtado, autora do programa, o realizador e produtor Ricardo Freitas (também co-autor) e ainda o repórter de imagem Hugo Gonçalves (da produtora Até ao Fim do Mundo) viajam por cinco países: Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné-Bissau. O objectivo é reportar as realidades dramáticas que importam à luz das premissas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, mas também trazer ao conhecimento do público em geral o contributo de muitos voluntários, organizações não-governamentais e religiosas para melhorar o futuro desses países.

O formato “Príncipes do Nada” não se encerra na acção de mostrar, explica o contexto e aponta as possibilidades de resposta que estão a ser desenvolvidas no terreno por quem melhor conhece a realidade de cada um destes países.

Se os ODM fossem concretizados até 2015: mais de 500 milhões de pessoas saíam da pobreza extrema; as crianças dos países mais pobres teriam acesso à saúde; evitar-se-ia que mais de 30 milhões de crianças morram antes de chegar aos 5 anos de idade; mais de 350 milhões de pessoas teriam acesso a fontes de água segura e 650 milhões beneficiariam do saneamento básico, permitindo-lhes ter uma vida mais saudável e digna. Milhões de mulheres e jovens raparigas sentir-se-iam mais seguras, passando a ter maior poder de decisão sobre as escolhas da sua vida.

Apesar de todos os progressos já alcançados, a realidade mostra números ainda muito diferentes:
- 950 milhões de pessoas continuam a viver com menos de 0,70€ por dia;
- 1 em cada 4 crianças corre o risco de morrer por causas evitáveis através da vacinação;
- A probabilidade de morrer de parto na África Subsariana é de 1 em 16, contra 1 em 3.800 nos países desenvolvidos;
- Todos os anos, na África Subsariana, 1 em cada 7 crianças não chega a completar os 5 anos;
- Moçambique situa-se entre os 10 países mais afectados no que se refere ao número de pessoas infectadas pelo VIH/sida, ocorrendo cerca de 500 novas infecções por dia;
- Em Timor, quase metade das crianças com idade inferior a 5 anos tem peso a menos para a idade;
- 45 % da população de São Tomé e Príncipe vive abaixo da linha da pobreza;
- Na Guiné-Bissau, por cada 100.000 nados vivos, 910 mulheres perdem a vida.
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