Objectivos do Milénio

Haiti

Apesar de não existirem números exactos sobre o impacto do terramoto de 12 de Janeiro de 2010 na execução dos ODM, é evidente que esta tragédia agravou a situação do Haiti em relação às metas traçadas. O terramoto matou mais de 200 mil pessoas, deixou mais de 2 milhões de deslocados e destruiu 40% das casas do país. Dois anos depois do terramoto, há relatórios que revelam números preocupantes: 600 mil pessoas ainda vivem em acampamentos, sob lonas, e apenas um quarto dos entulhos provocados pelo terramoto foi removido.
O primeiro ODM está longe de ser alcançado neste país que, antes do terramoto de 2010, tinha cerca de 80% da população a viver abaixo do limiar da pobreza e mais de 50% em situação de pobreza extrema. Com uma das maiores taxas de densidade populacional do mundo, Haiti tem o Índice de Desenvolvimento Humano mais baixo da América Central.


Antes do terramoto de 2010, a taxa de alfabetização, em adultos, situava-se nos 56%. A comunidade internacional tem sido, desde então, uma presença ainda mais forte na luta pela reconstrução das escolas do Haiti. 85% das escolas no país são privadas e boa parte delas ficaram destruídas pelo terramoto.

Apesar de estar muito longe de atingir o objectivo de educação básica para todos os meninos e meninas, em idade escolar, há alguns sinais de progresso, ainda que lento. O projecto “Educação para Todos”, financiado pelo Banco Mundial assegura os custos de centenas de crianças na escola, incluindo a refeição do almoço. Desde o terramoto, em 2010, este programa beneficiou 405.000 crianças, que puderam frequentar as aulas gratuitamente.


Nas eleições de 2011, apenas 5% dos deputados eleitos são do sexo feminino.
O fenómeno da violência sexual no Haiti agravou depois do terramoto de 2010. De acordo com o relatório da Amnesty International, de 2011, as mulheres e meninas que vivem em acampamentos improvisados no Haiti correm um risco cada vez maior de sofrerem estupros e violência sexual. Os dados deste relatório apontam para a ocorrência de mais de 250 casos de estupro, em vários acampamentos, nos primeiros 150 dias após o terremoto de Janeiro de 2010. Este é um forte entrave à segurança e autonomía da mulher haitiana.


De acordo com dados do PNUD, em 2007, a taxa de mortalidade infantil no Haiti era de 84 óbitos por cada 1.000 nascimentos. Cerca de 300 mil crianças sofre de má nutrição crónica, esta é uma das principais causas de morte no país. 10% das crianças morre antes de completar cinco anos de vida. Apenas 58% dos recém-nascidos foram imunizados contra o sarampo.

A UNICEF estima que, antes do terramoto de 2010, existiam 250 mil crianças escravas. Depois da catástrofe, apesar de todo auxílio internacional, mais de 800 mil crianças vivem em campos de emergência, sob ameaça de violência.


A taxa de mortalidade materna, antes do terramoto de 2010, era de 630 mortes por cada 100.000 nados vivos. Em 2005, apenas 26% dos partos foram assistidos por profissionais de saúde qualificados. A taxa de utilização de meios contraceptivos é inferior a 25%.


Não existem dados exactos sobre o número de seropositivos no Haiti. Com mais de 9 milhões de habitantes, calcula-se que 2,2% da população esteja infectada. Antes do terramoto de 2010, o Fundo Mundial da América Latina financiava a entrega de anti-retrovirais a 12 mil pessoas das 30 mil que obtinham remédios contra o VIH/sida no país. A luta e prevenção desta doença continua a ser uma prioridade dos organismos internacionais, no país.
A taxa de prevalência da malária está perto dos 5%. Em Fevereiro de 2010, a cólera matava cerca de 40 pessoas por dia, segundo dados de ONG (organizações não-governamentais) presentes no Haiti.


Mais de metade da população do Haiti não tem acesso a água potável.
A cobertura florestal é inferior a 2%.


Não há dados disponíveis sobre o ponto de situação deste ODM, no Haiti. No entanto, a dependência do país em relação à ajuda internacional é significativa.
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