Timor-Leste

Timor-Leste

Timor-Leste está entre os países mais pobres do mundo, com graves problemas de analfabetismo, subnutrição, malária e tuberculose. Mais de 40% da população vive com menos de 50 cêntimos por dia e as famílias são numerosas. Com profundas fragilidades, o combate à pobreza (1º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio) e a promoção da educação (2º ODM) estão na dianteira das prioridades. Neste país, mais de metade da população adulta é analfabeta.

A organização não-governamental (ONG) Leigos para o Desenvolvimento chegou a Timor, em 2000, um ano após o referendo para a autodeterminação, com o objectivo de ajudar no recomeço do país. Conhecemos de perto o trabalho de quatro jovens voluntários portugueses: Matilde, Duarte, Joana e Diana. Visitámos a Ludoteca Santo Inácio, em Díli, e alguns pequenos negócios, que existem graças ao apoio do Gabinete de Microempresas do Centro Juvenil Padre António Vieira. A visita terminou da melhor forma com a alegria de dezenas de crianças num passeio à praia.

Com o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) vemos na prática e no terreno o trabalho fundamental que é feito para reduzir a taxa de natalidade e de mortalidade materna e infantil, isto porque, em Timor, cada mulher tem entre 7 a 10 filhos, passando dificuldades difíceis de imaginar. E são muitas as que morrem ao dar à luz. Visitamos o Hospital Central de Dili e mostramos como se tentam contornar situações para que se salvem vidas. Em 1000 crianças que nascem, 130 morrem antes de completar os 5 anos de idade.

Mostramos também, numa outra reportagem, a dura e impressionante realidade da violência sobre as mulheres, em Timor-Leste. É uma das mais preocupantes problemáticas deste país que a ONG timorense PRADET tenta combater quer dando abrigo (e todo o tipo de apoio psicosocial) a centenas de mulheres, quer tentando reconstruir as próprias famílias numa luta diária pela promoção da igualdade de gênero e da capacitação da mulheres (3º ODM).

O 3º ODM está também na linha de acção da Fundação ALOLA. À frente desta Fundação está Kirsty Gusmão, mulher de Xanana Gusmão, que se tem empenhado na luta pelos direitos das mulheres timorenses. Depois de anos de grande instabilidade política e social, as mulheres, sendo as maiores vítimas, ficam sem rumo nem forma de sustento. Através do trabalho da Fundação, centenas de mulheres recebem um apoio fundamental que passa por promover as tradições timorenses, mantendo-as vivas. Promover a igualdade de género e a capacitação das mulheres (3º ODM) e erradicar a pobreza extrema e a fome (1º ODM) orientam o trabalho feito pela Fundação Alola.

As Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias levam-nos a conhecer uma das realidades mais impressionantes de Timor-Leste: o abandono dos idosos. Com cerca de 38 mil idosos e uma esperança de vida que ronda os 67 anos, são demasiados os que sobrevivem sem qualquer apoio da família. A residência das Irmãs Franciscanas é em Aubaca, uma das regiões mais populosas, mas também mais pobres do país. A falta de luz eléctrica é um dos maiores obstáculos. Na região de Bacau, as mulheres chegam a ter 15 filhos. Apesar de todas as dificuldades, as Irmãs não desistem de lutar pela educação dos mais novos e pelo bem-estar dos mais idosos.

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