Guiné-Bissau

Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau enfrenta um grande desafio na luta contra a pobreza (1º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio) que atinge mais de metade da população. Um em cada cinco guineenses vive em situação de extrema pobreza. Mais de 45% das crianças em idade escolar não tem acesso à escola devido à falta de infra-estruturas e professores qualificados (2º ODM). Reduzir a taxa de mortalidade materna (5º ODM) é também uma prioridade neste país: por cada 100.000 nados vivos, 910 mulheres perdem a vida.

A FEC (Fundação Evangelização e Culturas) está desde 2001 a trabalhar na área da educação, nas regiões interiores da Guiné-Bissau. Depois de seis anos de intervenção, esta organização não-governamental criou o projecto “Mais Escola”, dirigido às escolas comunitárias.

Mais de metade dos professores da Guiné-Bissau não tem formação qualificada. A formação de professores é, por isso, um importante contributo que a FEC está a dar ao desenvolvimento da Guiné-Bissau. Em Bafatá, ver crianças e adultos a aprender a ler, escrever e falar português faz-nos acreditar num futuro melhor.

A nossa viagem atribulada até à ilha de Bolama pôs em evidência as inúmeras dificuldades de transporte e o isolamento total dos que vivem nesta ilha. Acompanhámos o trabalho de uma equipa da AMI (Ajuda Médica Internacional), no seu projecto “Saúde em Acção”. Todos os pedidos de socorro são atendidos por esta equipa, mesmo quando não há possibilidade de fazer mais. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento sustentado da população de Bolama.

A nossa viagem pela Guiné-Bissau inclui ainda o acompanhamento do projecto “Luz Bin” da ONG portuguesa TESE. A falta de iluminação eléctrica nas escolas, especialmente nas zonas rurais, é um sério entrave à educação (2º ODM). A instalação de painéis solares em Bafatá, através deste projecto, tem uma importância crucial no acesso à escola de centenas de adultos, sobretudo, mulheres que têm agora a oportunidade de estudar à noite, depois do trabalho. A vontade de aprender faz com que milhares de guineenses andem quilómetros a pé ou de bicicleta para irem às aulas, muitas vezes de estômago vazio.

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