Portugal

Portugal

O “Príncipes do Nada” acompanha nesta terceira série a realidade portuguesa ao nível do trabalho que ONG, associações e voluntários fazem na promoção dos Direitos Humanos.

No Porto, o enfermeiro Márcio trabalha e é voluntário dos Médicos do Mundo no combate ao abandono e isolamento dos mais idosos. A sua dedicação é imensa e merece o nosso reconhecimento para além de servir de exemplo. Os beneficiários desta entrega falam na primeira pessoa e o seu testemunho serve de alerta a uma sociedade que está cada vez mais a excluir, vergonhosamente, a sua população mais envelhecida.

Visitámos o Centro Português de Refugiados, na Bobadela, para mostrarmos como é acolhida no nosso país, esta população, obrigada por razões políticas ou religiosas a abandonar o seu território por correr perigo de vida. Não são imigrantes, não optaram deixar para trás família, emprego, raízes. Viram-se forçados a partir e a pedir asilo. Pais e filhos separam-se durante anos. A vida de um refugiado é-nos contada por alguns dos que aqui vivem, fazendo lembrar que também foram muitos os portugueses acolhidos como refugiados pelo Mundo fora.

Na prisão de Tires, três mulheres detidas aceitaram abrir as suas celas para partilhar a dor de ser mãe e de ter os filhos a viver num lar de acolhimento, lado a lado com a prisão. Mostramos o dia-a-dia destes meninos e meninas na “Casa da Criança”. Brincam, vão à escola, são apoiados por psicólogos, e estimulados. Às quartas–feiras e domingos, matam saudades e entre beijos e abraços apertados recebem os únicos mimos que estão ao alcance destas mães: rebuçados, gomas, bolachas e chocolates.

Os bombeiros profissionais e voluntários merecem o nosso agradecimento. A sirene toca e eles nunca se recusam a ajudar quem mais precisa. Recebem todo o tipo de pedidos e a suas vidas, por vezes, também correm perigo. Seguimos uma noite de trabalho do bombeiro Ivo da Corporação de Bombeiros Mistos do Seixal e ficámos a perceber que, mais do que a comida e horas de sono, estes homens e mulheres alimentam-se de adrenalina e de uma enorme vontade de acudir.

Catarina Furtado

Todos os conteúdos desta página de internet não são escritos segundo as regras do novo Acordo Ortográfico.